Me apaixono fácil, me entrego sem pensar duas vezes e é isso que acaba comigo. Não sei dizer não aos olhos, ao coração e nem ao desapego. Uma semana, uma simples conversa, qualquer gesto de carinho e pronto, me apeguei, já penso em meses, anos ao lado da pessoa. Esse é o problema de ser intenso demais, sensível ao extremo.

Porém isso não é o “x” da questão, o ponto chave é que existem aquelas pessoas que se aproveitam disso, como se fôssemos criancinhas abandonadas e indefesas que caem em qualquer conversa quando quer algo, e até que é verdade, quando estamos no ápice da carência é bem isso mesmo. E depois? Quando o dia se vai, aquele alguém some, todos desaparecem, o que resta? O vazio. A madrugada chega, a cabeça não consegue processar tantos pensamentos, decepções…

Talvez eu esteja desesperado, ou tenha medo de viver sozinho nessa procura intensa por felicidade, mas cara, um pouco de reciprocidade, amor, gostar, não mata ninguém, e faz tão bem ao coração. Quem sabe eu esteja procurando o certo em lugares errados ou só deva deixar a pressa, impaciência e esperar? Não sei. Só sei que amanhã é outro dia, e depois de amanha também e assim como existe o dia de plantar e colher, levando em conta que o dia de chorar passou, uma hora ou outra chegará o dia de sorrir, espero.