Sozinho, paro de novo e penso
Esta noite mais uma vez invento
Uma companhia para minha solidão
Em casa solitário com vinho e pão

Eu sou uma pessoa da noite
Da noite sombria escura e vazia
Das estrelas mortas em afoite
Duma lua solitária que brilha

A gosto tanto magoa o desgosto
Do triste sabor amargoso
Do preto que brilha escuro
Da alma que grita em silencioso barulho

Sozinho me deito, solitário me levanto
Numa manhã cinzenta cheia de promessas
Com um sentimento quieto no canto
Que me faz sorrir em desgraças eternas