Ultimamente tenho pensado em um poema de Manuel Bandeira, se chama "Vou me embora para Pasárgada". Ele fala de coisas que nesse lugar ele faria que não pode fazer onde está agora devido a sua incapacidade física, uma vez, que ele tinha tuberculose desde pequeno.

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Porém, Pasárgada não é como ele fala é um mero devaneio de quem ele queria ser. Essa Pasárgada não existe esse eu que ele descreve não existe e nunca vai existir, Manuel Bandeira passou a vida todo agindo e modo melancólico porque sofria de algo que o impossibilitava de agir como achava que era viver a vida. Mas ele assim como qualquer poeta e escritor deve ter passado todo esse tempo no qual acreditava estar desperdiçando lendo e fazendo o que eu acredito ser o que ele mais amava que era escrever.

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Se ele passou todo esse tempo fazendo algo que gosta então porque era infeliz? Bom, essa é uma pergunta que só ele pode responder mas para mim ele odiava ser quem era, tinha pena de si mesmo e acreditava que a real felicidade dele só viria com bebida, festa e mulheres. Não sou muito diferente dele, fico me julgando a ponto de acreditar que minha felicidade e diversão têm que vir do mesmo lugar que a dele. Eu sou jovem e amo ficar em casa lendo e assistindo filmes esse é o meu jeito de aproveitar a vida, porque me sinto mal com isso?
Essa é uma resposta que só o tempo me trará.