Uma arma mortal, feita de carne e ossos. Algo criado para o caos, mas revestido apenas por pele.
Me sinto bem em meio ao desespero, e na linha de frente é onde fico mais em paz. Se necessário posso fazer com que meus sentimentos deixem de existir, até que eu meu coração vire ferro, até que eu não seja mais nem humana.
Mas numa noite chuvosa, num sonho febril, tudo sempre volta. Tudo que sinto se debruça em minhas costas, pesando cada vez mais. Tudo se derrama em mim até que eu esteja encharcada, ensopada em sentimentos perdidos dos quais nem lembrava mais.
Mas o que posso fazer, fui feita assim. Moldada de aço e ouro, construída perfeitamente para o caos. Tenho que aguentar meu coração e mente revestidos de pedra que pesam mais do que qualquer armadura.
Eu fui feita para o desastre, e a única forma de viver com isso é encarando-o de frente.

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