não aguento mais suplicar
muito menos esse silencioso pesar
eu e meus olhos cansados
que não aguentam mais gritar
por todas as pessoas que um dia tive que deixar
por aquele amor próprio que jamais irá voltar.

eu e meus olhos cansados
que precisam da sua visão para clarear
que esperaram de ti por uma história
essa, que terminou de acabar.

entre o um e o dois eu soube
não tem mais conserto
subo em pau de sebo
escorregando a cada lágrima derramada
esperando que um dia os poemas
aqueles velhos poemas
deixem de se parecer com arranhões no fundo de uma jaula.