Depois de quase dez dias que eu completei dezoito anos, ganhei o meu último presente de aniversário. No meu artigo intitulado “turning eighteen”, eu escrevi o quanto os objetos materiais não sintetizavam a minha felicidade de estar completando mais um ano, e que, na realidade, não eram tão importantes assim. Acontece que esse ano foi diferente: os meus presentes representaram o fim de um ciclo e o começo de uma nova coisa.
Quando estava retirando os objetos do meu quarto para receber os novos móveis, pensei sobre mim mesma o tempo todo. E quando estava reorganizando os objetos em seu novo devido lugar, estava pensando, enquanto loucamente cantava “Love Will Tear Us Apart” (algumas coisas nunca mudam!), em mim mesma. Porque no fundo, sei que não foi apenas o quarto que mudou, foi a pessoa que eu sou também. Os móveis são novos, as histórias também. Minha antiga cama que aparava minhas lágrimas no colchão antigo, jaz no lixão agora. Meu guarda-roupas, com todos os meus escritos dedicados ao One Direction, abrigando tudo o que acumulei em dez anos, jaz no mesmo lugar. Nada é definitivo, nada é passível de mudanças. Há alguns dias atrás estava selecionando as revistas da 1D que iriam para o lixo e hoje, em todo o quarto, não há registros de que um dia gostei da banda na minha vida. Já me sentia afastada deles desde 2016, pouco me importando sobre o que acontecia ou deixava de acontecer, mas em 24 de Julho de 2019 eu soube que tudo havia finalmente acabado. O início, lá em 10 de Abril de 2013, havia, enfim, acabado. Isso prova o quão mutáveis somos, quebrando e reconstruindo a todo instante.

Digitando em um quarto completamente novo, vivendo experiencias e construindo opiniões totalmente novas. Eu queria que esse texto fosse bonitinho e tals, mas olha só que saiu. Tudo na minha mente é perfeito.
Escolhi esse gif de As Crônicas de Nárnia porque eu acho que é a síntese da minha infância, e nada me representaria melhor que isso. Aslan sempre estará no meu coração. Sempre e sempre.