É uma conspiração gigantesca do universo o meu primeiro livro lido na maior idade ter sido uma obra da Julia Quinn, porém, não posso negar o fato de que estava muito ansiosa para conhecer a Poppy e o Andrew.
Esse livro é um pouco mais lento do que o que estamos acostumados com a escrita da autora, o amor dos personagens é construído, pedra por pedra ao longo dos capítulos, e as cenas românticas demoram um pouco para acontecer, o que é bom, porque, para mim, é muito mais importante saber o que eles pensam e sentem do que o que fazem com a boca. Foi por isso que eu amei os pedacinhos de confiança e carinho que surgiram ao longo da história dos dois. É inevitável não pensar em quão sortudo devem ser as pessoas que encontram o amor nessa vida líquida.
A Poppy é muito necessária nessa coletânea. Ela é uma jovem de 22 anos que contesta o sistema. Ela acredita na educação superior para mulheres, e isso no ano de 1786. Alguns anos mais tarde, em 1792, Mary Wollstonecraft daria o ponta-pé inicial pelo sufrágio feminino na Inglaterra do século 18. Alguns anos a frente, sua filha, a também Mary, escreveria uma das maiores obras de ficção científica da história e gravaria seu nome no mundo como a mãe da ficção científica. Essa mulheres foram pioneiras, representaram a luta feminina por espaço em uma sociedade misógina e segregacionista, que, infelizmente, persiste nos erros até os dias atuais. Embora tenha procurado, não consegui obter informações sobre o ano em que mulheres puderam cursar o ensino superior, como a Poppy cita algumas vezes. As vezes me pego pensando: seria muito interessante se a Julia escrevesse sobre uma personagem revolucionária, que, no final, não se cassasse com ninguém. Sei que desapontaria algumas pessoas, mas, seria interessante termos algo diferente do rotineiro.

Tenho que registrar que adorei as menções do Edmun e da Violet, do bebê que futuramente seria Benedict. Adorei conhecer o Billy, fiel e louco por gatos. A Billie e o George, e seus três filhos. Menções do que no futuro seriam os Bridgertons aquece o meu coração. E, eu meio que amo o Roger William. Não tem como não amar. E Andrew também, porque um homem desses só deve existir em livros mesmo.
Ps: Eu não reviso essas coisas que escrevo. Deve ter bastante erros de português e pontuação, mas eu só escrevo o que vem na minha cabeça e pronto.
Ps2: Estou ansiosa para o livro do Nicholas em 2020.