Eu tenho tanto orgulho do que estou escrevendo aqui que não consigo raciocinar direto. Meu primeiro livro.
Desde o primeiro momento que comecei a ler para valer, que fiz da literatura um dos combustíveis para a minha sobrevivência, eu jamais imaginei escrever e publicar algo. Algo meu, que saiu da minha alma, escrito pelos meus dedos.
O nome do livro é Mãos que inspiram poesia. São uma coleção de poesias escritas pelos alunos de Agropecuária e Agroecologia de 2017, durante a nossa visita ao maior centro cerâmico da América Latina, Maragojipinho. Eu visitei Maragô no meu Ensino Fundamental, quinto ou sexto ano. Naquele tempo nada era tão importante, era apenas uma viagem fora da ambiente escolar. Alguns anos depois, mais madura, Maragojipinho representou a cultura da minha região, da minha cidade, que depende exclusivamente das peças de cerâmica para preservar sua cultura. É sobre isso que trata meu poema: Cultura e Resistência.
Meu primeiro livro. Caramba.