Quando era criança, jamais havia associado ficção à mulheres. Quando eu pensava em Mad Max, Stars Wars, As Crônicas de Nárnia... eu pensava em homens. E realmente, esses citados eram majoritariamente oriundo da imaginação masculina. Mas Harry Potter ou Frankenstein, eu também associava a homens. Foi em alguns tropeços, no desenvolvimento do meu gosto literário ainda em desenvolvimento, que eu encontrei Mary Wollstonecraft Shelley, mulher, considerada a mãe da ficção. A mãe, o pai, a dona da mesma. Inglesa, escrevia avulso até que uma competição entre seu marido e o Lord Byron (conhecemos esse nome, esse é o autor do meu tempo perdido: Don Juan) promoveu uma avalanche em seu interior e hoje temos Frankenstein, uma das obras literárias de mais valor no mundo.
Para mim, ela se tornou um simbolo de revolução, de empoderamento. Comecei a assistir Mary Shelley, que tem a Elle Fanning no papel da auotra, mas ainda não terminei. As biografias on-line omitem bastante fatos e o cinema, na maioria das vezes, aumenta muito deles. O fato é: odeio o Percy e odeio o Lord Byron também. Odiava esse segundo porque achava Dom Juan uma obra medíocre, que não merecia 1/3 da atenção recebida. Agora os odeio por ter feito a Mary sofrer.
Esses acontecimentos não impediram que o mundo conhecesse a genialidade da autora, a prova é a admiração que ela causa até hoje. Que o seu legado seja transmitido eternamente.
Mary morreu em 1 de Fevereiro de 1871, vítima de um tumor cerebral.