Amanhã é o meu último dia com dezesseis anos.
Crescer é um dos maiores desafios da humanidade, aceitar que você está ficando mais velho e não mais novo é desafio, até porque parece que foi ontem que eu ainda brincava na rua. Parece que foi ontem que muitas coisas aconteceram.
Consigo me lembrar do meu aniversário de seis anos, que, obrigado a todos os envolvidos, foi uma surpresa. Lembro de outra festa surpresa, dessa vez patrocinada pelos meus pais, mas não tenho certeza de quantos anos eu tinha. Lembro do meu aniversário de quinze anos, que todos os garotos (eu era bastante próxima dos meninos do colégio onde fiz o meu primeiro ano) me desejaram feliz aniversário. Lembro de ter chorado um dia antes por estar me sentindo sozinha. Lembro do meu primeiro celular aos doze anos, lá em 2013. Lembro que eu era apenas uma criança a algum tempo atrás. E, caramba, já fazem quase dezessete anos que eu estou no mundo; dezessete!
Não vou mentir afirmando que estar prestes a fazer dezessete não me abala. Como eu disse, parece que foi ontem que eu nasci, mas sei que é necessário viver cada fase intensamente e sou grata por ter a possibilidade de estar aqui para comemorar. Como minha família não tem o costume de comemorar aniversários, não espero nada de diferente da rotina, mas tenho a certeza que 19 de julho de 2018 é o meu dia -e de algumas milhares de pessoas no mundo.

Em um ano terei dezoito anos, responderei pelos meus atos e poderei ser presa rsrs. Mas isso é outro artigo, que será escrito em outro ano.
Pela Marina de quinze, quatorze, treze, doze, dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois e um; eu sigo em frente. Agora transferindo a responsabilidade dos nossos sonhos para a Marina17. Inclusive, nós mudamos bastante de sonhos (modelo, médica, arquiteta, advomiga, agrônoma etc.) Minha responsabilidade com todas vocês não acabou, mas adianto a registrar que levarei um pedaço de cada uma de vocês para a eternidade comigo.