Muito se discute sobre empoderamento, sobre o papel da mulher e sobre a sua imagem perante à sociedade masculina. No meu país, o Brasil, a porcentagem de mulher é superior a população total de homens. Isso, meu caro, significa um trabalho redobrado para conscientizar as meninas e mulheres, ao redor do mundo, sobre o seu valor, sobre a sua importância para a sociedade contemporânea, que eu particularmente gosto de chamar de nova geração ou geração da luz.
O mundo não é linear, as culturas são diferentes e se transformam. Mas uma coisa é certa: as mulheres são silenciadas à tempo demais. Parte de mim crer que é por essa razão, em partes, que os homens reprimem tanto os movimentos de aceitação feminina, porque eles sabem que quando se começa uma revolução, apenas um lado ganha, e, me antecipo em escrever que o lado vencedor é o nosso, pois não iremos regredir. Milhares de mulheres foram silenciadas ao longo da história. Quase não ouço falar de Marie Curie nas aulas de Química, a mídia não divulga que John Lennon omitiu os créditos de "Imagine" escrita por Yoko Ono, nem que J.K Rowlings precisou abreviar seu próprio nome pois o fato de ser uma escritora mulher não atrairia o público desejado. E outras tantas J.K, Yoko e Marie ao redor do mundo passam por isso diariamente.

Escrever é um dilema; te liberta e te aprisiona. As vezes eu estou tão cheia de coisas que minha cabeça transborda. Faltam e sobram palavras. Por isso resolvi correlacionar esse artigo com a Season 2 de Anne with an E, porque eu e ela somos bastante parecidas. Quis iniciar falando do empoderamento pois acho a Anne um símbolo do pensamento revolucionário, ela é diferente, ela sabe que mulheres representam mais do que casamentos e filhos. Tenho certeza que a Anne jamais abandonaria suas convicções por homem alguma -nem pelo Gilbert.
Antes de partir, gostaria de adicionar outro assunto pertinente. O amor, ou pelo menos as diferentes formas dele. Cresci longe dessa temática, mas duas coisas marcaram quem eu sou hoje (inclusive, faltam 10 dias para o meu aniversário). A primeira foi quando um grupo de alunos do meu antigo colégio, que era religioso, começaram a ofender e denegrir a imagem de um garoto gay que passava do outro lado da calçada. O garoto morava ao lado da minha casa, mas creio que esse não era o verdadeiro motivo para o meu surto. Comecei a reclamar e expressar o quanto os achava idiota, acho que sempre defenderei as minorias porque são nelas que encontro a personificação do amor. O segundo momento foi quando a minha diretora exigiu que assinássemos um abaixo-assinado para proibir o casamento gay no país. Confesso que até hoje acho isso uma idiotice, afinal, não deveríamos pensar que temos o direito de interferir nas escolhas alheia. O Cole ensinou a Diana as diversas formas do amor, o fato de ele não ser linear, nem igual para todo mundo. Sinceramente, toda essa série é um amor. Matthew e Marilla, Anne, Diana, Gilbert, Ruby... e o Cole, meu novo personagem favorito da vida.
A Season 2 me ensinou várias coisas, inclusive que eu devo ler logo Jane Eyre. Em relação a preconceito, empatia, reciprocidade, sororidade... Fica para um próximo artigo.

Obs: Esse artigo contém todo o meu coração do dia 9/7/2018.