Um dia, sério mesmo, quero gostar tanto de alguém como eu gosto de, sei lá, de “Come As You Are” do Nirvana ou de sashimi de atum, de vinho do Porto ou das cartas do Burroughs. Quem sabe eu até vá a casamentos de colegas, chás de avós e campeonatos de xadrez de afilhados. Ou então serei sempre essa causa perdida. Num dia eu acordo e sou só um alguém entediado, e no outro somos duas pessoas numa confusão sem tamanho. Não sei salvar ninguém. Mas, como dar uma de herói quando o crime a combater é você mesmo?