Talvez um dia a gente olhe para trás e, ainda que estejamos bem e felizes ao lado de alguém (ou de boa com a nossa solidão), vamos perceber que tivemos várias pessoas certas ao longo do nosso caminho.

A pessoa certa não é aquela que nos acompanha na liturgia do ‘até que a morte nos separe’. Dos contos de fadas. “Felizes para sempre” e fim. Não.

Muitas vezes a pessoa certa chega, nos coloca no centro da paixão. Nos enlouquece de amor. E depois joga limpo, fala a verdade. Bota na roda o que sente e, por não conseguir ir conosco naquela viagem, segue por outros caminhos.
A pessoa certa não é só o amor da vida. Antes dele, até chegar a esse amor, encontraremos, sem dúvidas, outros beijos e abraços que encaixem perfeitamente no nosso beijo e abraço.
Já as erradas são as que mentem. As que nos envolvem em suas histórias e fazem dos sentimentos um parque de diversão. São inconsequentes. Sem nenhuma responsabilidade afetiva.
Que Deus nos livre dessa gente errada. E que saibamos nos divertir com as certas, até encontrar A CERTA.

Nunca vai valer a pena se envolver com a pessoa errada. E o tempo, quando a gente amadurece e a cabeça ficar no lugar, nos mostra isso.
Crescemos mais leves e com a referência da sinceridade e cuidado das pessoas certas. E quando A CERTA chegar, as borboletas voarão livremente no nosso estômago e não restarão dúvidas: Deu errado com todas as outras certas, para que enfim a gente se acertasse.

E acertasse nessa imensa loteria chamada sorte no amor.

Que todo mundo carrega um pouco em si, basta aprender a lição, quando a hora de chorar chegar. Basta prestar a atenção. E não querer jamais ser a pessoa errada da vida de ninguém. Nem de quem merece.