Titulo: Projeto clichê.
Alissa tem um plano. Anders Pitsburg, também conhecido como ''Brutus'' ficará na cidade dela por um mês. Tendo lido milhares de livros sobre garoto-famoso e menina-que-o-odeia ela pretende recriar esses clichês na vida real. Mas será que tudo sairá como planejado? Ou será que o romance de Alissa irá continuar a ter romance só nos livros?
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Trecho1:
Tento manter meu rosto seco, mas as lágrimas escorrem descontroladamente. Ander não sabe se grita comigo, ou cede ao me abraçar. Seu rosto é sério, de um modo tão grosseiro que nem na tv o havia visto assim. Toda a imprensa nos ronda, e já posso me ver na capa de todas as revistas. Ao menos minha maquiagem é a prova da água.

-- Você realmente não faz ideia, não é mesmo? -- Digo rindo e cessando minhas lágrimas.
-- Não faço ideia de quê? -- Diz agarrando meus pulsos ao ver que estou prestes a correr. Todos aqueles flashes me dão uma terrível dor de cabeça, e ter uma discursão não ajuda em nada.
-- Eu gosto de você okay? O único motivo que fingi odiar você foi graças as demasiadas fanfics que li! Eu queria um romance, e todas as garotas atuais parecem ter um crush enorme em você, então simplesmente resolvi ter um para me enturmar, mas meu plano acabou dando errado ao perceber que quero continuar ao seu lado. -- As palavras saem de minha boca como balas de um canhão. Ander parece ter entrado em uma espécie de choque, tudo que fez foi ficar ali com seu rosto estranho e adorável.
Foi então que aconteceu. Não houve nenhum sinal (tirando o meu discurso) do que ele fez em seguida. Se inclinou rapidamente para me beijar. Para me beijar. Demorei alguns segundos para o corresponder. Mas quando o fiz meu corpo inteiro sentiu. Não posso mentir estou em êxtase. Parece que meu coração vai explodir, que irei morrer de tanto rir ou até sair correndo dali.
Ander me puxa para mais perto dele e me concentro nas batidas de seu coração. Amo o jeito em que seu smoking roça na pele nua de meus braços. Ele morde o lábio assim como nos filmes e eu mexo em seu cabelo ondulado cor de mel.
-- Eu também gosto de você, Alissa. -- Diz colocando suas mãos suadas sobre as minhas. Ele me puxa para dentro do cinema rindo eu o sigo sem hesitar. Todos os paparazzi estão surtando lá fora, por terem conseguido gravar um momento tão particular. Fico feliz a conseguir passar por todos, o vestido um tanto curto com certeza não foi a melhor escolha para essa noite.  
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Trecho2:
Encaro meu reflexo no espelho aformoseado. Minha boca é muito pequena, meu cabelo é rebelde, meus seios pequenos e minha barriga está em um tamanho anormal de tão vasta. Não deveria ter comido tanta pizza um dia antes de meu encontro acidental.
Paro de enrolar e coloco as roupas planejadas, uma saia preto rodada, uma blusa velha branca, uma bota desconfortável, uma jaqueta de couro falso preta e um laço estilo rocker para completar.
Saio de casa sem ninguém se importar. Não que faça alguma diferença, já que todos parecem estar louvando Amie por ter ganhado o The Voice kids. Abro a porta branca e corro em uma tentativa de me acalmar. Acabo por ficar suada, e volto para lavar o rosto. De acordo com meu celular faltam exatamente 13 minutos para Ander passar na avenida.
Me movimento rapidamente pela casa, mas desta vez com cuidado para não suar e vou andando para a avenida Deiroz. Me aventuro entre as muitas pessoas apressadas até conseguir chegar a Cuplândia.
-- Finalmente! -- Diz Daisy vindo para cima de mim.
-- Temos 3 minutos. -- Falo olhando para os cantos como se estivéssemos em uma missão secreta. 
-- Fique perto da porta com este cupcake. -- Fala ela já me empurrando para a lateral.
Fico lá aguardando pelo que parece uma eternidade e me pego pensando se o cupcake de menta tem um gosto tão bom quanto aparenta. Faço mimica para pedir um pedaço do cupcake, mesmo estando na minha mão.
Recebo um sonoro ''não'' como resposta e me viro em direção a porta. Assim que me movimento sinto meu corpo se chocar a outro. Consegui arruinar meu plano antes do esperado.
Olho para o dono do corpo masculino em que eu havia esbarrado e me pego boquiaberta. Eu havia esbarrado quaso totalmente sem querer, em ninguém mais ninguém menos que o próprio Anders Pitsburg! Quais são as chances de algo assim acontecer? Em uma fanfic 94% mas na vida real? Não muita. Bom, levando em consideração que eu sei o horário e o lugar em que ele estava as chances aumentam significantemente. Mas mesmo assim.
-- Ai! Olha desculpa, não vi você aí.
-- Ah, droga! -- Falo tentando ao máximo incorporar minha personagem mesmo estando bem claro que nunca poderei ser uma boa atriz. Seus olhos azul escuro me fitam esperando por gritinhos, um beijo roubado ou algo do gênero. Observo seu rosto pelo mínimo de tempo possível. Não é a toa que todas as meninas querem ele, o cara é o verdadeiro significado de gato. Nunca cheguei a ver um de seus filmes, mas fingir ter foi um bom jeito de fazer amigas.
-- Olha vem eu lhe pago outro cupcake. -- Diz tomando a liberdade de tentar limpar a sujeira de menta que parece ter colado em minha blusa. Fico um tanto zangada com tamanha intimidade sendo demostrada mesmo eu nunca o tendo visto na vida. Só por que o cara é um Deus grego não significa que pode sair tocando nas barrigas das pessoas igual a um maníaco.
-- Não precisa. Tenho coisas mais importantes para fazer. -- Falo em uma atuação digna de um oscar. No final das contas talvez em seja uma boa atriz.
-- Então tá. Mas fico lhe devendo essa. -- Fala já andando e me deixando plantada perto da porta verde clara.
-- Ai meu Deus! -- Grita Daisy me arrastando para fora da loja. Ela ri histérica e seus cabelos loiros balançam lindamente com o vento. -- Você conseguiu? Qual é o número dele? Quando vocês vão se encontrar? Vão ter quantos filhos?
-- Na ficção parece mais fácil.
-- Detalhes.
-- Foi gentil e disse que me deve um cupcake. Nada de número, não faço ideia e aparentemente eu terei uns 8 gatos.
-- Ao menos ele sabe que você existe! -- Diz ela com os olhos verdes cintilando. Dou um abraço nela. Tenho sorte de ter uma melhor amiga assim. -- Afinal, por que você quer tanto ficar com ele?
Minha garganta arde e minha cabeça parece pegar fogo de tanto pensar. Como irei falar a Daisy que quero ser um pouco mais popular? Quero continuar sendo sua melhor amiga, mas de vez em quanto gostaria de ter alguma festa para ir, mesmo sendo de uma pessoa esnobe sei que irei dar um jeito de me divertir.

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