Era uma vez o Multiverso.

Os Universos orbitavam entre si graças à atração de corpos em trajetórias elípticas, próximos mas nunca se encontrando. Um dia, um dos Universos entrou em expansão.

A poeira cósmica se uniu, galáxias inteiras foram formadas: planetas, estrelas, cometas, asteróides. O Sol e a Lua.

Era uma vez o Sol e a Lua.

Os dois viviam uma história de amor; uma mas mais clichês possíveis, porém, a menos esperada. Eles abdicavam de seu amor para proteger a humanidade, o astro protegendo o dia e o satélite vigiando a noite.

Anos se passavam até que os dois astros pudessem se reencontrar, encontro este que durava minutos, quando não segundos. Ambos saíam machucados, a Lua, de vez em sempre, destruída.

Mas a Lua tinha as Estrelas.

Por mais que a Lua não tivesse luz própria, ela tinha as Estrelas. Elas estavam sempre lá para a Lua, não importava o que acontecesse. Mesmo quando o Sol deixava de iluminá-la, a Lua, com sua escuridão branca, ainda era visível na imensidão colorida das Estrelas.

E assim seguia-se, ciclos se passavam, expansão e destruição de universos, eclipses, reencontros.

Eu sempre fui Estrela, sempre estive lá para a Lua.

Mas o que esqueceram de contar é que algumas estrelas também são Sois de outras galáxias.