Me aproximo de alguém e logo vem os preconceitos que eu mesmo adquiri ao longo da vida. Em meu subconsciente existe um longo catálogo de tipos e modelos de pessoas, e através dele há o impulsionamento interior em me interessar ou não por tais tipos e padrões de gente.

Eu gostaria de ser CEGO no contexto acima citado.

Mas para ser CEGO não existe seleção. Não posso optar em ser CEGO apenas para o amor. Se houvesse a possibilidade, já seria.

Eu não sei como e nem quem deu início ao preconceito, mas garanto que estou imerso nele.

Caminho pelas ruas observando as pessoas, e todas se diferem uma das outras. Vejo seres humanos velhos e seres humanos novos. E chego a óbvia conclusão de que o tempo voa. Os velhos mudam. Os jovens mudam. As pessoas mudam. A beleza se transforma. Em suma, observei e apenas observei. Ainda não entendo o porquê do preconceito e quem foi o SER PERVERSO que o criou.

CEGO eu gostaria de ser para o AMOR.

Câmbio, desligo.