Não é fácil trazer esperança para vida de alguém.
Não é fácil convencer uma pessoa a continuar lutando quando simplesmente tudo está de cabeça pra baixo. Quando falta compreensão, resultados, aplausos, reconhecimento. Quando falta sentido.
É fácil responder aos nosso próprios momentos de esperança, quando nosso coração se acalma e a respiração volta a ser baixa. É fácil nos agarramos a nossos próprios sentimentos, sejam eles bons ou ruins. Não tão fácil transmitir.
No momento em que vemos algo que pesa muito para um pessoa, mas nem tanto assim para nós, temos um reflexo de compaixão que nos faz querer fazer com que aquela pessoa veja o que nos vemos - problemas pequenos, apenas um dia ruim, um coração partido que vai curar. Porém nos falta calma.
Devemos ser por ela, respeitar o espaço e os passos dela. Não se perder no que esperamos que façam por nós. Por que não simplesmente sentar do lado daquela pessoa que tanto amamos e tanto queremos ver voltar a sorrir, sem pressa, com silêncio ou com palavras, da forma que ela preferir? Por que não esperar ela dizer o que precisa de nós? Apenas se faça presente, e ela saberá que você pode e quer ajudar. Devemos esperar ela estar bem o suficiente para que possamos estender nossa mão e rezar para que naqueles poucos segundos ela se reconheça e se permita estender a mão também.
Não podemos desistir de rebater tristeza e ansiedade com amor e esperança. Não podemos nos permitir deixar que nosso ego ferido nos faça desistir de alguém. Principalmente, quando esse alguém tem um pedaço seu.
Lutamos, lado a lado, para encontrar um pouco de sentido. Lutamos para mantermos aquela pequena faísca queimando enquanto buscamos paz.
E só por lutar, devemos nos orgulhar mais do que nunca.