Elas estão aqui, na palma da minha mão; Na ponta da minha língua, mas não sei se consigo dizer! Será que sei falar aquilo que quero expressar sem me incomodar com minha própria sinceridade? A intensidade me assusta e me faz questionar; Será que consigo dizer, sem incomodá-la com meus desejos absurdos?
Eu me machuco com as minhas ideias, e é por isso que as escondo de você. E se eu disser que a única sensação (hoje, desde que acordei) é a da sua mão na minha pele? Gostaria também que seu gosto estivesse impregnado em mim (assim como o pensamento está em meu travesseiro), mas isso seria sorte demais, não?
Há uma forma de dizer que os últimos três meses parecem três vidas (passadas)? Que minha alma reconhece a sua como um abrigo. E seus braços são o único lugar em que quero morar. Aquele beijo roubado não foi o primeiro. E há um universo infinito quando busco seu olhar.
Há algo a dizer além da gratidão? De como me sinto completa quando acordo todas as manhãs, com seu “bom dia”, com os sorrisos que não posso evitar ao longo do dia, e do cuidado constante, amor.
As palavras, elas sempre estiveram aqui:
Eu sempre amei você, antes mesmo de te encontrar, meu coração já era seu.