As coisas que sei sobre o amor podem ser listadas nos dedos.
Sei que:

Ele se acomoda antes de se fazer perceber.
Num burburinho sutil que se esconde,
se expande
e (não) se vai.

Ele mescla combinações perfeitamente improváveis.
Sou poesia, você é prosa.
Você é melodia,
sou seu eco.

Ele é como uma febre, e então quando me dou conta:
Somos um toque quente e íntimo,
desejoso do infinito úmido.
E o prazer.
As coisas que não sei sobre o amor se acumulam.
E há pó sobre elas.
Quase intocáveis.

E então as desvendo lentamente.
Com carinhos delicados.
Como se fossem segredos milenares.
E as maravilhas que encontro são
(em sua maioria)
sobre você.

Nesse silêncio cheio de sorrisos.
Percebo que somos frases desconexas,
unidas num verso.
Perfeito, único e infinito.