Mas é no por-do-sol que eu amoleço, perco as estribeiras e assumo o que sinto por você. É no meio do almoço com aquele suco de maracujá que eu lembro de como foi o dia anterior, é segurando aquele moletom surrado com letras grandes que eu sinto o seu cheiro. É na cortina que se meche com o vento, ou naquela almofada perdida em meio ao sofá. Naquele jarro onde estão as margaridas que você me deu, no meu dia, na minha vida. Você é aquele tom de amarelo que irradia, que inebria tudo por onde passa. Você é aquele que me fez gostar de algo que eu odiava. Você é aquele que me fez mudar, melhorar e aprender a sorrir. Você é tom amarelo da minha vida cinza. Algo que eu aprendi a gostar, algo que não dá para ficar sem.

S.M.