O meu jeito de enxergar a vida mudou muito desde os meus onze anos. A partir daquele ano minha vida nunca mais seria a mesma. Eu não seria mais a mesma. Agora percebo que está tudo bem, mas já tive momentos em que nada parecia se resolver e que tudo a minha volta tentava me atrapalhar.

Depois dos dezoito, meus aniversários perderam o sentido que tinham antes. Se com quinze queria fazer logo dezesseis, e com dezesseis queria fazer logo dezessete, com dezoito não quero que os dezenove cheguem logo. A vida parou de ser só suposições e imaginações, ou eu quero e faço ou fico parada no mesmo lugar empacada, sem saber o que fazer. Preciso pensar mais, preciso me achar. Quero fazer dez cursos diferentes, mas ao mesmo tempo nenhum. Entro na briga interna entre ganhar muito dinheiro e ser infeliz, ou viver de aluguel e ser a pessoa mais good vibes do rolê. Isso significa que vai acabar assim? Não. Meus vinte estão chegando e não sei como minha cabeça vai funcionar a partir dali. É esperar para ver. E enquanto isso, viver.