Sabe, tem vezes que eu me deixo tomar pela covardia. Às vezes eu acho que tentar pode ser bom, mas adiantar o que ainda nem aconteceu não me machucaria.

Você entrou na minha vida acreditando que ia me ganhar, quando pra mim eu era só uma aposta perdida.

Eu, como pessoa, estava decidida, mas o coração, mesmo que amargo, se sentou ao seu lado como se quisesse ouvir as suas promessas junto de uma dose de tequila.

E aconteceu. Você soube despertar o melhor de mim quando eu nem estava pronta ainda. Você me fez sorrir, tremer por não entender o que acontecia.

“Ei. Vai ficar tudo bem. É só mais alguém na sua lista”. – Que mentira.

Nesse tempo todo eu só absorvia que mesmo sem fazer muito, me olhando pouco, sem cair em cima como faz a maioria… Sentir algo por você já quebrava o meu muro de proteção. E me vencia.

Só que uma hora, quando tudo fez sentido, eu achei melhor acabar logo com isso. Eu não queria perder o controle e nem descobrir que tudo o que a gente viveu foi só uma armadilha.

Eu ainda nem sei direito quem você é, mas eu temia que a sua imagem e as suas palavras fossem apenas flertes dissipados após o ato da conquista.

Eu achei melhor ir. Talvez você já tenha alguém melhor em vista.

Eu não fui a última a dizer tchau, mas querer que você ficasse… Eu queria.

Talvez todos nós, os machucados pelo amor, queiram que a segunda parte segure nossas mãos e insista.

Eu não sei se você vai fazer isso, mas quando você me enxergar direito, além do meu corpo e do meu jeito, por favor…

Grita.

(Yamí Couto)