Sinto saudade desde quando você se foi.

E sinto saudade de antes de te conhecer.
Sinto saudade daquele "olar" que me fez fechar o notebook, nervosa, e responder somente na manhã seguinte.

Não, não foi "joguinho". A verdade é que eu nunca me senti boa o bastante pra ti. E hoje esse sentimento é comprovado. Você não está mais comigo e prefere a solidão do que a minha companhia. Nunca levei tapa tão grande da vida.

Sinto saudade das noites de verão em que você deitou a cabeça no meu colo e virou as madrugadas comigo. Ouvimos música, assistimos a filmes e séries. Às vezes, surgia uma vontade súbita de comer um salgadinho que não tinha em casa: saíamos, mesmo que fosse duas da manhã, em busca do primeiro postinho 24h aberto.

Sinto saudade das noites de sexta no Bar do Zé. Sinto saudade de te ajudar a procurar emprego nas inúmeras agências e jornais e rádios de cada canto do Brasil, mesmo sabendo que isso significava a tua partida. E sinto saudade de, depois de ter ído, assistir a um filme contigo no Skype. E sinto saudade de acordar as 3 da manhã e perceber que eu adormeci, te deixei no vácuo e talvez você tivesse ido dormir putasso comigo.

E saudade não é somente sentir falta daquilo que já passou. Isso não tem volta. Saudade é a sentir a dor de saber que o que estou fazendo agora não posso compartilhar contigo.

Saudade é comer pizza e não poder te oferecer. Saudade é abraçar um travesseiro qualquer enquanto podia estar abraçando você. Saudade é não poder fazer planos pro fim de semana. Não poder mandar um link de algo que você possa gostar. Saudade é não poder mandar nem um bom dia.

A distância nos matou. Eu não te culpo. Não nos culpo. Sou difícil, você também é. Duas pessoas cheias de calos tentando descobrir se o outro realmente sorria por trás da tela do computador. Isso tudo porque um dia alguém sorriu pra nós mesmo não estando verdadeiramente feliz.