Nenhum vestígio de presença, sempre ausência, ainda que questionada, já que todo amor é um pouco pensamento, martírio, um mar de imaginação, as coisas que eu inventei para assegurar de que não estava enlouquecendo. Ele era apenas um outro qualquer, mas eu estava a beira do precipício, e me agarrei nele para não cair. Me segurei firmemente enquanto ele estava ali, imóvel, mas vivo, era como se não quisesse olhar para mim, mas estando ali já me bastava, a sensação de não estar só no meio da imensidão do ar. Ele me deixava abraçá-lo para não cair, e dentro desse abraço eu morava. Me perdia no emaranhado dos teus cabelos que o vento balançava, e lhe tapava os olhos. Era tão confortável, ele parecia até ter mil braços para me aconchegar. Respirei fundo. Me sentia infinito em estar lá. Mas ele era só uma árvore. E eu estava. Estava completamente louca!