Ainda na infância, quando eu ganhei o livro "O Guarda-Chuva do Vovô" em um singelo sorteio feito em sala de aula, fiquei imensuravelmente fascinada pelas imagens que, amarradas as frases da história, chamavam a minha atenção. Sinceramente, não compreendi o que havia de tão especial, mas meus olhos não desgrudaram um minuto sequer dele.
Anos depois, ele encontra-se em minha prateleira. Anos depois, amigos de menos e tristezas de mais, encontrei nos livros o perfeito e mais completo dos passatempos. Ao mesmo tempo que lia, aprendia palavras novas, histórias novas e adicionava mais e mais significados ao meu dicionário particular.
Logo após a minha entrada no primeiro ano do Ensino Médio, descobri o indício de algo que estava criando raízes dentro de mim.
Em um dia comum, na roda de conversa entre amigas, - não sei como- mas soltei uma frase que, sem perceber, mudaria toda a minha vida:
"Eu escreverei um livro!". Puxa, o que foi isso!?
Então, a cada passagem dos anos, as raízes antes imperceptíveis tornaram-se tão grossas e fortes quanto as raízes de um velho Jequitibá.
A cada ano fui lotando as minhas pastas de papeis com as mais diversas histórias. A cada ano fui preenchendo as lacunas vazias em minha biblioteca virtual com histórias e poesias.
Os livros transportaram-me a lugares distantes, longes o suficiente para que eu pudesse reprimir todo e qualquer sentimento de solidão que ousasse brotar em meu peito.
Em meu passaporte constam inúmeras viagens para países como Índia, Londres, Irlanda, Paquistão, Polônia, Illéa e Vilarejo, entre outros tantos que fazem parte do imaginário literário, contudo, tiveram imensa importância em minha vida.
Com o gosto pela leitura, também criei raízes e gosto pela escrita. E hoje!? Hoje estou no último ano do Ensino Médio prestes a entrar na faculdade (daqui a pouco), porém um sonho maior move-se em meio a tudo isso: "Ainda escreverei um livro!"
De tudo aqui escrito, eu espero que os seus sonhos, os nossos sonhos nunca morram, e sim, sejam depositados no mais profundo e amplo espaço em nossos corações e crie raízes longas e firmes capazes de tocar a sua esperança, os seus planos. Para que nunca se percam. Para que nunca se tornem vestígios da sua memória.
Termino este artigo dizendo apenas: "Espero que gostem do meu livro quando ele for produzido e publicado. Espero que guardem cada palavra que nele estiverem, pois serão a representação da conquista de sonho. De um simples amor!"