É sempre assim. A varanda arejada, as luzes acesas dos prédios vizinhos, os diálogos do andar de baixo. Às vezes, a lua acompanha.

Encontro com a varanda sempre que tremo, ofego e choro incessantemente. Acendo o Black que me concede uns minutos de calmaria. A falsa sensação de “tudo bem”.

Foda-se o amanhã, os pilas gastos, o cheiro nas mãos, a vida consumida a cada tragada. O que me importa, agora, é parar de chorar.