As vezes me sinto tão sozinha desde que você desapareceu da minha vida, mas não sozinha por não ter pessoas a minha volta e sim pelos sentimentos que sentia cada vez mais forte por você. Esse sentimento dava vida aos meus dias, me deixava sentindo que poderia conseguir tudo que eu quisesse. Mas ai de uma ora para outra você decidiu que não queria mais ficar e pegou suas coisas e foi embora, mas você esqueceu de me levar com você. Eu cheguei a acreditar que você realmente não me amava, que suas palavras eram mentira tolas contadas para me fazer acreditar em você. Sua primeira partida me fez muito mal, me senti fraca, senti que o o mundo poderia acabar que eu não estaria ligando. Senti que o mundo estava perdendo a cor. Fiquei dias, semanas, meses, sem noticias suas. E em uma noite qualquer você me ligou, disse que me ainda amava e contou como estava sua vida, ele não pediu para voltar para a minha. E no momento que ele anunciou que me amava, eu simplesmente não acreditei. Como posso acreditar se ele não quis ficar em minha vida? Depois de desligar o telefone evitei tudo que me lembrava ele, minhas esperanças não poderiam ser alimentadas porque eu sabia que me decepcionaria novamente se o fizesse. Continuei minha vida pacata, levando um dia de cada vez, eu já estava deixando de sentir sua falta quando em um dia qualquer esperando o ônibus para voltar para casa depois de um dia cansativo eu vi você. Você também me viu, e como se nada tivesse mudado você veio até mim. Meu coração acelerou na hora, minhas mãos começaram a suar e minhas pernas a tremer. Você me cumprimentou e me deu um abraço. Percebi que você estava nervoso. Sorri ao sentir seu coração acelerado, e foi ai que eu percebi que você me amava tanto quanto eu te amava. Não importa quanto tempo passe, certas coisas não mudam. A gente vai brigar, claro que vai. Vou até dizer que te odeio, que você foi a pior coisa que aconteceu na minha vida. Até falarei que não quero mais você; vou embora dizendo que acabou, que jamais irei voltar. Mas, você sabe, mais do que ninguém que eu sempre acabo voltando. Porque, por mais que a gente brigue, por mais que a gente se odeie, em primeiro lugar, nos amamos.