Esse não é um textão que você lerá aqui no blog. Não será um textão, porque eu quero que você leia ele por inteiro e não feche a aba antes de chegar ao último ponto final.

Esses dias eu estava andando na rua da minha casa, vivendo a minha rotina de casa-faculdade-casa-estágio-casa-blog e notei que no quarteirão gigantesco e vazio do lado do meu prédio tem mais de dez pequenas árvores plantadas! Como assim tem tanta árvore aqui e eu nunca vi? Eu me assustei com a quantidade de árvores plantadas bem próximas a calçada e todas elas têm um porte médio, talvez até da minha altura, 1,57m.

Eu passo nessa rua todo santo dia. É nela que eu corro feito louca, segurando a mochila que balança nas costas para não perder o ônibus. É nela que eu volto andando rápido de noite com medo de ser assaltada. É nela que tem várias árvores que estão desabrochando flores maravilhosas de diversas cores e tipos que eu nunca notei. E sabe o motivo de nunca ter notado? Não foi pelo fato de passar correndo e despercebida. Foi pelo fato delas serem pequenas. Assim como eu. E aí eu comecei a relacionar o tamanho dessas árvores às pessoas e tudo que tem feito parte da minha vida.

Talvez você que está lendo esse texto agora não compreende aonde quero chegar. Mas algumas pessoas têm o costume de enxergar e dar valor apenas aquilo que é grande, que faz sucesso, que chama atenção. Eu, por exemplo, amo certas paginas famosas no Facebook que postam textos incríveis. E eu sei que você também. Sigo perfis no Instagram que são populares, mas nem sempre dou atenção àqueles que estão crescendo, que estão no meio do caminho e que também tem conteúdo de nível altíssimo como aquelas páginas grandes que falei ali em cima. Assim como as árvores, que eu não notei por serem pequenas.

E analisando cada árvore e flor nova que brota por aqui, eu aprendi que a gente deveria valorizar e dar atenção àqueles que são como nós, pequenos apenas no tamanho, e gigantes no interior. Que florescem mesmo na sua pequenez. Vamos valorizar os escritores de bloco de notas no celular, de papelzinho no final do caderno. Dedicar um minuto do dia para interagir e conhecer o trabalho de quem luta para um dia ser um belo e alto pinheiro verde. Um grande escritor, pintor, artista, qualquer sonho. Porque não importa qual seja o seu, eu tenho certeza que ele é gigante, e se você adubá-lo direitinho, um dia ele realiza e vira um pinheiro grandão daqueles de natal.