Esse é mais um dos textos que eu costumo dedicar a você.

Hoje eu olhei para o céu e lembrei-me de quando você se deliciava com a ventania enquanto contemplava as diversas constelações existentes.

Também me recordei de quando você levantava a voz para mim em um tom de brincadeira todas às vezes que eu apontava o dedo para uma estrela... somente para me avisar que nasceriam verrugas em meu rosto, aquele que você dizia ser tão perfeito que chegava a doer.

Somos dois jovens apaixonados vivendo para agradar apenas a nós mesmos. Contudo, não temos coragem de revelar o que sentimos um pelo outro, mesmo sabendo que o sentimento é recíproco. O medo da rejeição acarretado por qualquer outro problema é que nos impede de demonstrar o quanto esse amor pode vencer as infinitas barreiras.

Mas você não precisa ter medo da rejeição se me vê tão apaixonado por você. Se sabe o quanto eu te amo, tem a certeza de que eu iria até o inferno e voltaria para tê-lo em meus braços.

Oh, tê-lo em meus braços é uma das coisas que eu mais quero neste mundo.

A vontade de sentir o calor do teu corpo se aliando ao meu corpo gélido não supera este desejo, mas vem logo atrás. O anseio de descobrir o sabor dos teus lábios rosados e carnudos ao se chocarem contra os meus não fica fora da lista.

Todavia, o primeiro item dela é o querer te observar por todos os segundos da minha vida. E se eu tivesse uma única escolha para fazer, logo pediria por isso.

Eu poderia passar o resto dos meus dias contemplando a beleza que carregava cada traço do seu rosto e não me cansaria, porque sou efetivamente apaixonado por todos os átomos que o compõem. Poderia também me dar o trabalho de contar quantos fios de cabelo existem em sua cabeça, só para ter o privilégio de admirá-lo mais um pouco.

Eu deveria te contar todos os dias o quanto te acho belo, porém o medo de parecer um estúpido chegava e me consumir por completo, evitando que isso acontecesse.

E esse é mais um dos textos que eu costumo não enviar para não o constranger.

(Escrito por mim)